Mito da Criação

Esta é uma breve compilação do que poderá ter sido um mito de Criação de laivos Proto-Celtas, sem uma especial aproximação à sub-cultura Gaulesa.
Parte o que está aqui exposto pode ser lido na página http://recons-iberoceltica.forumeiros.com/t58-mito-da-criacao-originario-da-lista-recons-iberoceltica, sendo que algum material lá exposto (e que é da minha autoria) foi revisto recentemente e posteriormente aqui publicado.


Situação pré-Criação

Como é habitual em alguns mitos conhecidos de origem Indo-Europeia – “Theogonía“, “Völuspá“, “Rgveda” e “Bundahishn” – antes de existir o cosmos, havia apenas um (infinito?) espaço vazio que por vezes era descrito como um abismo, desprovido de qualquer elemento e escuro; exemplos respetivos: Khaos, Ginnungagap (não consegui achar nome em Sânscrito para o exemplo Védico nem para o Persa).

1- Dá-se o aparecimento ora de uma destas entidades:
a) uma divindade de cariz omnipotente (termo debatível) e natureza algo passiva (Puruṣa, Dievas, Ahuramazdā (?))
b) uma ou mais divindades criadoras de todas as outras (Protogenoi: Gaia, Tartarus e Eros)
c) dois princípios/elementos cósmicos opostos (Niflheim e Muspelheim, Ahuramazdā e Angra Mainyu)
d) uma entidade descomunal de cariz divino nem sempre explicito (Puruṣa)
Estas quatro variações não têm de ser mutuamente exclusivas, podendo verificar-se mais que uma nesta fase.

Primeira fase de Criação

Estando o “cenário” – o vazio ou abismo – e as primeiras “personagens” fixadas, chega o momento da criação em si, apesar de que o mundo não aparece imediatamente, mas sim por fases.

1- Ocorre ação ou interação por parte das entidades/princípios:
a) criação direta/emanação (Puruṣa (?), Ahuramazdā)
b) criação por reprodução (Gaia, Tartarus e Eros)
c) criação como produto “acidental” de conflito (Niflheim e Muspelheim)

1.1- Tendo ocorrido as primeiras ações de cariz fundacional do cosmos, os resultados podem ser:
a) segunda geração de Deuses e outros seres (Dyauṣ Pitā e Pṛthivī Matā(?); Titânes; Búri; Aməša Spənta)
b) uma entidade descomunal de cariz divino nem sempre explicito (Ymir, Puruṣa) (esta opção repete-se devido à ordem seguida no Völuspá)
No caso Nórdico, ambas as opções estão de certa forma interligadas.

1.2- Pode ainda haver espaço de tempo para:
a) uma terceira geração divina (Dodekatheon, Devas (?))
b) criação da maior parte dos elementos do cosmos (per “Bundahishn“)

2- Existe, frequentemente, uma temática de sacrifício após a fase anterior:
a) sacrifício de um Deus por parte de um ou mais descendentes (Krónos)
b) sacrifício de uma ou mais entidades menores criadas (Gayō Marətan e primeiro touro)
c) sacrifício da entidade descomunal pelos seus descendentes/emanações (Puruṣa, Ymir)

Segunda fase da Criação

1- O dito sacrifício geralmente tem um dos seguintes resultados:
a) mudança da hegemonia entre os Deuses (Dodekatheon)
b) originam-se novos Deuses, por vezes associados diretamente a elementos do cosmos e ao mundo em si (Devas (?), Æsir)
c) geração de novos elementos no mundo através da morte de entidades menores (Gayō Marətan e restantes 5 criações materiais)

Terceira fase da Criação

Estando o mundo já criado e podendo ser considerado idílico, dá-se a terceira fase e (creio eu) última fase da Criaçao:

1- Através de uma variedade de atos, surgem os humanos tipicamente um casal:
a) A morte do ser menor sacrificado (Gayō Marətan) resulta numa semente, que gera uma planta que origina um casal (Mašyā e Mašyānē)
b) Uma tríade de Deuses (Vili/Lóðurr, Vé/Hœnir e Óðinn) encontra duas árvores e dá-lhes forma e capacidades humanas (Askr e Embla)
c) um Deus (Prometheus) dá forma aos humanos através de um material ao seu dispôr (barro) (poderá estar contaminado por influências do Médio-Oriente)

Tomando estas propostas acima como minimamente corretas, ficam a faltar os exemplos Celtas.
Reproduzirei integralmente o conteúdo de algo elaborado por Bellovesos Isarnos (http://bellovesos.multiply.com/), abaixo para facultar possíveis provas:

“-A composição comum com o mundo
>Codex Claredoniensis XV. 7. 4183. “Antes de deixar este assunto aventuro em inserir do Cod. Clarend. XV. fol. 7, p.1, a, a MS. no museu Britânico (adicional, 4183), um mito que é particularmente interessante de sua próxima correspondência com as tradições Teutônicas cotadas por Jacob Grimm no Deutsche Mythologie S. 531 et seq. Confesso que a mim tem algo de aparência Talmúndica. Uma passagem algo similar, pois, ocorre no Yàjnavalkya’s Dharmaçástram (ed. Stenzler) iii. 76-78. Ver, tambem, Die Traditionelle Literatur der Parsen de Spiegel, S. 116.

Is fisigh cidh dianderna[dh] adham .i. do vii[i] rannaib: in céd rann do talmain: indara rann do muir: in tres rand do ghrein: in cethramha rann do nellaib : in cuigid rann do gaith: in sé[isedh] rann do clochaibh : in sechtmadh rann don spirad naomh: [intochmadh rann do soillsi in domuin].

“É de valor saber de que Adão foi feito, i.e. por oito partes: a primeira parte, de terra; a segunda parte, de mar, a terceira parte, do sol, a quarta parte, das nuvens, a quinta parte, do vento; a sexta parte, de pedras; a sétima parte do Espírito Santo, [a oitava parte, da luz do mundo].”

“Rand na talman, as í sin in colann in duine : rann na mara, is í sin fuil in duine: rann na greine a ghne 7 a dreach: [rann donéllaib…]; rann na gaoithe anal an duine: rann na cloch a chnamha : rann in spirada naoiin in anmain [leg. a anam]: an rann dorighne[dh] do soillsi in domuin as í sin a chráigheacht [leg. Chráibhdheacht].”

“A parte da terra, isso é o corpo do homem; a parte do mar, isso é o sangue do homem; a parte do sol, sua face e seu semblante; [a parte das nuvens …]; a parte do vento, o sopro do homem; a parte das pedras, seus ossos; a parte do Espírito Santo, sua alma; a parte que foi feita da luz do mundo, isso é sua piedade.”

“Madhi in talmaidhecht bhus fortail isin duine bud leasc. Ma[d]hi in muir budh enaidh. Madhí an grian bud alainn beódha. Madhiat na neoil bud etrom druth. Madhi in gaoth bud laidir fri gach. Madhiat na clocha bud cruaidh do traotha[dh] 7 bu gadaighe 7 bu sanntach. Mad[h]í in spirad naomh bud béodha deghgnéach 7 bud lan do rath in scribtuir dhiadha. Ma[d]hi in tsoillsi bú duine sográdhach sotoghtha.”

“Se for a mundanidade prevalecente no homem, ele será preguiçoso. Se for o mar, será variável. Se for o sol, será bonito, vívido. Se for as nuvens, será leve, tolo. Se for o vento, será forte para qualquer um. Se for as pedras, será duro de subjugar e será um ladrão e cobiçoso. Se for o Espírito Santo, será vívido, de boa compostura, e cheio de graça da divina escritura. Se for a luz, será um homem amável, sensível.”

(W.S. Three irish glossaries: Cormac – O’Davoren – A glossary to the Calendar. London: Williams and Norgate, 1862. p. xl-xli)

-Os elementos
Proto-Céltico:
I. *talamōn- > *kolānyā
II. *mori- > *wayto
III. *gwrensnā > *drikā
IV. *neglā > *ambi-rādo-
V. *gayto- > *anatlā
VI. *klokeryā > *knāmi-
VII. *anaman- > *anaman-
VIII. *lowksno- > *krābi(tu)-
?(IX). *kwresno- > *wanso-

Searles O’Dubhain (http://www.imbas.org/articles/elements_duile.html)

Fein (O “Self”) | Bith (Cosmos) | Direções | Ferramentas Mágicas

1. Cnaimh (Ossos) | Cloch (Pedra) | Thuaidh (Norte) | Lia Fail (Destino)
2. Colaind (Carne) | Talamh (Terra) | Faoi (Em cima, Sobre) | O Nemeton
3. Gruaigh (Cabelo) | Uaine (Planta viva) | Amach (Para fora) | Ogham e ervas
4. Fuil (Sangue) | Muir (Mar) | Ior, Siar (oeste) | Inesgotável (Cauldeirão)
5. Anal (Sopro) | Gaeth (Vento) | Air, Oithear (leste) | A Espada de Nuada
6. Imradud (Mente) | Gealach (Lua) | Isteach (Para dentro) | O poço de Segais
7. Drech (Face) | Grian (Sol) | Deas, Deis (Sul) | A lança de Lugh
8. Menma (Cérebro) | Nel (Nuvem) | Thrid (Através) | Imbas (Inspiração)
9. Ceann (Cabeça) | Neamh (Céu) | Os Cionn (A cima) | O Torque/Halo

Comparando:
1. > VI.
2. > I.
3. > IX?.
4. > II.
5. > V.
6. > ???IV.
7. > III.
8. > ???IV.
9. > ???VIII.

Podemos postular o IX tranquilamente – não vejo problemas. No entanto, 6 Searles O’Dubhain relaciona à Lua – e não há “lua” na passagem do texto irlandês que postamos; a “mente” é relacionada com “as nuvens”- enquanto “as nuvens” no sistema de O’Dubhain são relacionadas com algo que não há no trecho irlandês que postamos antes: “cérebro”. O mesmo com 9, de modo que temos problemas de compatibilidade em 6, 8 e 9; além de haver ficado faltando o VII > “alma”.

Tentarei agrupar o sistema do trecho do texto irlandês (+ o acréscimo de “planta/árvore > cabelo”) em 3 grupos pelo critério de “semelhança”:
a) Osso – Corpo – Cabelo (estrutura, firmeza, proteção/cobertura)
b) Sangue – Sopro – Alma (calor, movimento, vida)
c) Face – Piedade Religiosa – Pensamento (aspecto público/honra/reconhecimento, fé/subjetividade, vida intelectual)

No sistema de Searles O’Dubhain há 4 coisas em c): Face, Mente, Cérebro e Cabeça. Ou seja, uma destas coisas precisa ser ressignificada. Sugiro que o que o texto irlandês chama de ‘soillsi in domuin’ (lux mundi), pelo caráter de “luz” podemos relacionar ao que O’Dubhain nomeia “gealach” (lit. “radiante” > “lua”), e no lugar de “mente” (imrádud) teríamos “piedade religiosa” (crábud) e poríamos “mente” no lugar de “cérebro” (menma) – tornando a mesma equivalência que o texto irlandês descreve – no entanto, a palavra menma em irlandês antigo, também significa “inclinação”; e me parece mais adequado relacionar “inclinação” com “piedade religiosa”.
Neste caso, relacionaremos “cérebro” com “piedade religiosa” e trocaremos a referência à “nuvem” por “lua”. No entanto, nos resta “céu > cabeça” (neamh > ceann) que relacionaremos arbitrariamente com “alma” (é uma relação adequada? A faço intuitivamente…). Teremos, pois:
a) Ossos – Carne – Cabelo
b) Sangue – Sopro – Cabeça
c) Face – Cérebro (< Piedade Religiosa) – Mente

***Para “elementos” o Irlandês Antigo registra ‘aibgitir’ e ‘dúile’. ‘Dúil’ significa “ser, coisa, elemento, criatura” (‘Dúilem’ significa “Criador” nos textos cristãos). Tal termo – segundo o que pesquisei – parece derivar do Proto-Céltico *dal-n- “vir a ser” e *dol-V- “folha, folhagem”, que assumirei reconstruíndo a raíz *dowl(n)yā “o que veio a ser, coisa que foi gerada, elemento”.

O HOMEM É COMPOSTO DE ELEMENTOS:
Is an fhear dúilech:
Uiros dūliācos essi:
:uiros:douliakos:esti

I. terra > corpo
II. árvore > cabelo
III. mar > sangue
IV. sol > face
V. nuvem > pensamento
VI. vento > sopro
VII. pedra > osso
VIII. espírito > alma
IX. luz > devoção/piedade religiosa

I. talam > colann
II. crann > folt
III. muir > fuil
IV. grian > gne/dreach
V. nel > menma/imrádud
VI. gaothe > anal
VII. cloch > cnamh
VIII. spirad naomh > anam
IX. soillse in domuin > crábud/crábdecht

I. talamū > colanī
II. prennon > uoltos
III. mori > uaitos (NT: crū)
IV. grēnnā (NT: sonnos) > agedon (NT: uepos)
V. nelā (NT: neglā) > menman (NT: menuan)
VI. auelā (NT: uintos) > anatlon
VII. alisiā > cnāmis
VIII. anamū > anation (NT: anamū)
IX. leuceton (NT: loucon) > crābið (NT: crābion)

I. talamu::kolania
II. krennom::uoltos
III. mori::uelis
IV. greinna::enekom
V. nela::ambiradom
VI. uintos::anatla
VII. alis::askornus
VIII. anamu:anatiom
IX. lestus::krabitus

-Seria o ser humano feito a partir de uma árvore (um teixo)?
>a reconstrução irlandesa contemporânea de um mito (An miotas Caillte Ceilteach Cruthaithe)
>paralelos no mundo grego e escandinavo.

Mito da origem humana
-Tradição comum
>a descendência de um deus Dis (CÆSAR, De Bello Gallico: 6. xviii.) Donn mac Míled, etc.
-Origens particulares
>Gauleses – Dis (CÆSAR idem) – Descendentes de Hércules (DIODORVS SICVLVS, Bib. Hist. V. xxi-xxiv) – migrados de terras além Reno e miscigenados com a população local (AMMIANVS MARCELLINVS, I.178-9) – Descendentes dos Troianos (KOCH, J. T. 2006. p. 1132)
>Celtibéricos – Descendentes de Hércules (STRABO, Geog. III, 4, iii & ALFONSO X, O SÁBIO.,
Cron. Gen. De Esp. I)
>Gaélicos – Donn mac Míled, sucessivas ondas de imigração – a mais notável vinda da Ibéria (há muitos textos irlandeses para citar, é melhor dar um resumo geral do Lebor Gábala e do Auraicept na nÉces e do Can a mbunadus na nGoidel?, etc.).
>Galeses – Descendentes de Brutos ou Brittos (Historia Brittonum) – descendentes de Prydein (Enweu Ynis Brydein, Historia Regum Britanniæ, etc.)

A organização social
-Tripartição dumeziliana e as classes
>artesão, produtor
>guerreiro
>sacerdote
>supra funcional: o soberano
-A coesão social

Recapitulação geral
Outros textos interessantes:

“Bum yn lliaws rith
Kyn bum kisgyfrith.”

“Estive numa multiplicidade de formas
Antes de assumir um aspecto constante.”

De: Kat Godeu (A Batalha das Árvores), Llyfr Taliesin VIII (Livro de Taliesin, 8 )
“Gvolychaf vyn tat.
Vyn duw vyn neirthat.
A dodes trwy vy iat
Eneit ym pwyllat.
Am goruc yn gwylat.
Vy seith llafanat.
O tan a dayar.
A dwfyr ac awyr.
A nywl a blodeu
A gwynt godeheu.
Eil synhwyr pwyllat
Ym pwyllwys vyn tat.
Vn yw a rynnyaf.
A deu a tynaf.
A thri a wedaf.
A phetwar a vlassaaf.
A phymp a welaf.
A chwech a glywaf.
A seith a arogleuaf.”

“Adorarei meu pai,
meu Deus, meu fortalecedor,
que introduziu por minha cabeça
uma alma para guiar-me,
que para mim fez no discernimento
minhas sete faculdades.
Do fogo e da terra,
da água e do ar,
de brumas e flores
e do vento meridional.
Outros sentidos da consciência
para mim teu pai criou.
Um é o instinto,
com o segundo eu toco,
com o terceiro chamo,
com o quarto saboreio,
com o quinto vejo,
com o sexto ouço,
com o sétimo cheiro.”

De: Kanu y Byt Mawr (A Canção do Macrocosmo), Llyfr Taliesin, lv (Livro de Taliesin, 55)
Na Introdução do “Senchus Mór” (um texto jurídico composto na época de Lóegaire, o último rei pagão da Irlanda) está escrito:

“Ina diaig sin Connla Cainbrethach, sui Connacht; do roiscridhe do feraib Erenn i ngais, os e co rath in Spiruta naoim; is é do-gne conflicht na Druidhe, asberddissidhe badur et do dena nem ocus talam ocus muir, 7rl.”

“Depois dela veio Connla Cainbrethach, grande sábio de Connacht; ele ultrapassava todos os homens de Ériu em sabedoria, pois era um “file” com a graça do Espírito Santo; ele costumava discutir com os Druidas, que diziam terem feito o céu e a terra e o mar, etc.””

Tendo em conta o que foi acima descrito, irei indicar as minhas preferências no que toca a um mito da criação num ponto de vista o mais Proto-Céltico possível, tendo em conta os pontos que enumerei antes da transcrição e usando alguns conceitos presentes neste website.

I- Existe o típico vazio (*wāsto-) antes da criação.

II- Dois elementos cósmicos opostos, fogo (*teφnet-) e água (*dubro-) > “fogo e água irão, eventualmente, prevalecer” – Estrabão, “Geographica“.

III- Os dois elementos expandem-se e chocam.

IV- Gera-se uma entidade descomunal (super-Deus ou gigante ou bovino gigante?)

V- Sacrifício da entidade descomunal pelos seus descendentes/emanações (três Deuses e três Deusas)*

VI- Originam-se novos Deuses associados diretamente a elementos do cosmos (isto por causa do dito acima, acerca de um “homem” ser composto por vários elementos)

VII- O Deus do Submundo cria os humanos através de árvores.**

*Deuses primordiais:
– ? > Deus da Lei
– Perkʷunos > Deus do Trovão/Tempestade
– Welnos > Deus do Submundo

Deusas primordais:
– Deh2nu > Deusa dos Rios
– ? > Deusa da Soberania
– Pltwih2 > Deusa da Terra

** Como é dito no “Senchus Mór“, os druidas diziam ter criado os três mundos, o que me fez pensar que a original função da humanidade era ajudar na manutenção do cosmos através da religião. A dita manutenção seria necessária não só devido aos constantes ciclos de decaimento e regeneração (fases da lua, estações, etc) mas também devido ao eminente alastrar do fogo e da água que causariam um talvez ciclico destruir do cosmos. Assim sendo, como na fé Védica, seria necessário periodicamente realizar um rito sacrificial que imitaria o sacrifício original do “super-Deus” ou gigante (leia sobre o rito Puruṣamedhá). E, tal como no Zoroastrismo, poderia ser que, portanto, função da criação dos humanos fosse somente ajudar a manter a ordem no cosmos (leia o artigo Virtudes).

Páginas a verificar:

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